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Livro conta a descoberta da fosfoetanolamina, a "pílula do câncer"

Nos últimos anos, muito se falou sobre a fosfoetanolamina, que foi popularizada como a "pílula do câncer". Desde quando passou a ser indicada como uma possível cura para a doença, os efeitos da substância dividem opiniões de médicos e especialistas. Para contar a história e os desafios vivenciados por Gilberto Orivaldo Chierice, ex-docente da Universidade de São Paulo (USP) e líder da pesquisa sobre os efeitos anticancerígenos da fosfoetanolamina, Maurizio Ferrante acaba de lançar o livro "A Saga da Fosfoetanolamina", pela Primavera Editorial. Ferrante é escritor e professor aposentado da UFSCar, atualmente vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (PPGEMec) da Instituição.

Nos últimos anos, muito se falou sobre a fosfoetanolamina, que foi popularizada como a "pílula do câncer". Desde quando passou a ser indicada como uma possível cura para a doença, os efeitos da substância dividem opiniões de médicos e especialistas. Para contar a história e os desafios vivenciados por Gilberto Orivaldo Chierice, ex-docente da Universidade de São Paulo (USP) e líder da pesquisa sobre os efeitos anticancerígenos da fosfoetanolamina, Maurizio Ferrante acaba de lançar o livro "A Saga da Fosfoetanolamina", pela Primavera Editorial. Ferrante é escritor e professor aposentado da UFSCar, atualmente vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (PPGEMec) da Instituição.

A obra reúne os fatos de 20 anos de pesquisa e descreve a metodologia dos testes clínicos realizados no final deste processo. Por exemplo, no terceiro capítulo o leitor poderá entender como foi a descoberta da ação da fosfoetanolamina e as primeiras evidências do potencial da molécula no combate ao câncer. "O livro é uma narrativa sobre as pesquisas e estudos que foram realizados, com foco na síntese e nos efeitos anticancerígenos da molécula. História que virou saga, rica em acontecimentos, difícil e sofrida", descreve Ferrante.

A ideia de escrever a obra partiu das críticas que a fosfoetanolamina recebia. "Houve um momento em que a oposição à fosfoetanolamina chegou às raias do absurdo. Eu não conseguia entender como uma inovação tão importante, que podia colocar a academia e o Brasil no mapa mundial da guerra contra o câncer fosse tão combatida. Foi ainda a vontade de entender e também a inconformidade de ver atitudes que me pareciam injustas em relação a todo o esforço e trabalho realizado pelo professor Gilberto, sua equipe, e o grupo do Instituto Butantã", conta o autor.

Chierice e Ferrante se conheceram em 1971. Trabalharam em um mesmo projeto no Centro Técnico Aeroespacial, em São José dos Campos. Em 1978, os dois se reencontraram em São Carlos. "Nunca fomos muito próximos, porém quando o vi sendo 'atacado' por causa da fosfoetanolamina, me reaproximei", recorda. Desde então, Ferrante passou a acompanhar de perto os acontecimentos que se seguiram relacionados à descoberta feita pelo colega.

"Além do valor de sua ação anticancerígena, a fosfoetanolamina é um desenvolvimento ímpar na história da universidade brasileira que, tomada de surpresa, não soube lidar com uma inovação daquela magnitude. Além disso, espero ter mostrado também o outro lado da grande e poderosa indústria farmacêutica, avessa a inovações quando estas vão contra seus interesses. Mais que um relato estático, este livro expressa uma corrida atrás de acontecimentos que se seguiam rapidamente. A história da fosfoetanolamina envolve diferentes aspectos: pessoas, instituições, egos e reações químicas. Minha convicção é de que as pessoas precisam conhecer esse importante desenvolvimento no caminho da luta contra o câncer", conclui o autor.

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